Amor próprio, pra quê?

É engraçado essa coisa de amadurecimento pessoal. Quando pequena, a palavra amadurecer ou madura seguia várias vertentes. Uma delas era: "você não é madura o suficiente para entender". Isso sempre me pegava em cheio, tentar decifrar uma coisa da outra. Afinal, quem é que vai me dizer que eu estou ou sou madura? Ainda bem que sempre fui paciente e "esperei" o momento certo para compreender - apesar de deixar a paciência dominar minha vida, às vezes ela falha comigo e essas questões surgiam (ou será que eu falho com ela?).

Voltando ao pensamento do post anterior, sobre amar o próximo, para quê sofrer com relacionamento ou a separação de um? Pois, a cada relacionamento/separação a pessoa não amadurece? Pois então! Sigo a teoria carinhosamente apelidada do "não-sofrer". Cada um está servindo de degrau na superação pra alcançar um alguém maior. Claro que nos primeiros cinco minutos queremos trucidar a pessoa, mas me diz, do que adiantará? Será que a metade dos nossos problemas se resolveriam? Nossos sim, porque sempre agregamos alguém na história, colocando a culpa (sendo que a mera culpa é nossa, ou melhor, não é. Não é todo mundo quem nos entende! Aí que está a graça do relacionamento, seja ele qual for). "Não fui em quem não atendeu o telefone!" ou "Não fui eu quem não avisou que ia sair!", como exemplos.

Imagine se realmente dependêssemos da boa vontalhe alheia? Pense, e se você dependesse da boa vontade de alguém para ser, fazer, comer, andar, viver você? Se ainda vive (como eu), tente escapar desse círculo vicioso, uma dica: seja independente! Depender de alguém ou alguma coisa nunca foi bom. Há quem acredite que isso seja bom, não estou tirando a razão de ninguém. Mas e o seu ego (eu)? Onde está nessas horas o tal do amor próprio? Tudo bem que o amor próprio não chega a levar ao narcisismo, gera um bem pessoal e não o egoísmo, mas à melhoria das relações humanas como um todo. Será que é bom a sua essência (id) decidir fazer parte de sua vida e te controlar? Ou a sua consciência moral, ou seja, os princípios sociais agindo insconscientemente com tudo em sua volta (superego)? 

Quem acredita em si mesmo, confia no bem extremo. Quem se respeita eleva os padrões de relacionamento, ainda "serve de referência" e eleva seu padrão de conduta social e pessoal. Aquele que reconhece, a partir de si, todas as coisas, pode passar a experiência que tiver, que nada irá lhe afetar. Porque tudo o que é e sempre foi, será através do infinito. Outra dica: saiba dizer não quando não quer e dizer sim quando quer. Isso facilita muito sua vida. Mas não deixe nada nem ninguém te influenciar. Tenha plena consciência de tudo que faz.

Até porque a vida é feita de tempo. Tempo que se usa ou se desperdiça. O que realmente tiver de ser, será. Perde-se muito tempo de vida buscando para ela algum sentido quando o próprio sentido da vida está em se aproveitar bem o seu tempo. Ter tempo para ser, sentir, fazer parte, contemplar e estar no presente é viver. O que for certo na vida, irá durar e o que não for, com certeza irá se desfazer para que algo bom supra aquela necessidade.

Por isso, cative tudo e todos que fazem parte do seu dia-a-dia. Mantenha uma relação saudável, você não sabe o dia de amanhã. E não esqueça de se amar. O amor próprio é fundamental. Então me diga, quem é o grande amor da sua vida?

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